08 abril 2026

Natália na Pré-Eucaristia II

Ontem de noite foi um dia muito especial para a Natália, marcando o início de uma nova etapa em sua jornada cristã. Ela deu início ao segundo ano de catequese, ingressando agora na fase da Pré-Eucaristia II.

Este momento representa não apenas a continuidade dos seus estudos religiosos, mas um avanço significativo em seu amadurecimento espiritual. É uma oportunidade de aprofundar a amizade com Deus e compreender ainda mais os valores que guiarão sua vida.

"Que este novo ciclo seja repleto de luz e descobertas."

Desejo à Natália um ano extremamente positivo, com:

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Grandes aprendizados sobre a palavra e o amor de Deus;

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Crescimento espiritual sólido e sincero;

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Momentos de alegria ao lado de sua catequista e colegas.

Que cada encontro seja um degrau a mais na construção de sua fé! 

05 abril 2026

Alegrias de Abril

Este começo de abril ficará guardado para sempre na memória da nossa família como um período de descobertas e celebrações intensas. Parece que o mês decidiu chegar trazendo consigo cores novas e uma dose extra de felicidade. Tudo começou no dia 1º de abril; enquanto muitos se perdem em brincadeiras de "dia da mentira", nós recebemos a verdade mais doce de nossas vidas há exatamente 11 anos, quando descobrimos que seríamos pais de uma menina. A emoção foi tamanha que, naquele mesmo instante, o destino ganhou nome e sobrenome no nosso coração e decidimos que ela se chamaria Natália, um nome que já nasceu cercado de amor e expectativa.

A vida não parou por aí e as tradições continuam se renovando. Logo no dia seguinte, 02 de abril, a nossa Natália deu um passo importante em sua rotina ao iniciar suas aulas de vôlei. É lindo ver como o universo dela se expande entre as quadras e os planos que fazemos para o seu futuro. Hoje, o domingo de Páscoa amanheceu com aquele brilho especial nos olhos dela. A caça aos ovos foi o ponto alto da manhã; ver a alegria da Natália ao encontrar cada pista e, finalmente, receber seus presentes, é o tipo de cena que preenche qualquer lar.

Passamos o restante do dia mergulhados no carinho familiar. O almoço na casa do pai e do Clécio foi o cenário perfeito para celebrar a união que nos sustenta, pois estar perto de quem amamos é o melhor presente que esta data poderia nos proporcionar. E as comemorações continuam, pois amanhã o irmão Clécio comemorará seu aniversário. É uma alegria ver a família em festa por tantos motivos nobres. Desejo muita saúde, paz e que este novo ciclo seja repleto de grandes realizações para o Clécio; que Deus o abençoe imensamente e que ele continue sendo essa presença iluminada em nossas vidas. Que este abril seja apenas o começo de uma fase maravilhosa para todos nós.

04 abril 2026

O Peso da Inacessibilidade: O Capacitismo

Manter-se presente no ambiente corporativo hoje é um ato de resistência, mas é também uma fonte de profunda exaustão. Ao enfrentar diariamente sistemas corporativos inacessíveis, percebo que a barreira não é apenas técnica, mas estrutural. A fadiga de acesso é real: o cansaço acumulado por tentar realizar tarefas simples, que se tornam impossíveis diante de interfaces mal projetadas, gera um desgaste que vai além do profissional. Vivenciar e superar o capacitismo no trabalho é um processo solitário e sofrido, marcado por um descompasso cruel onde, enquanto o mundo visual evolui em alta velocidade, os leitores de tela muitas vezes parecem estagnados, lutando para interpretar códigos que ignoram as normas básicas de acessibilidade.

Essa exclusão digital se soma à barreira atitudinal, tornando desgastante a convivência com colegas que não compreendem a complexidade do uso de tecnologias assistivas e que, muitas vezes, minimizam o esforço necessário para navegar em um ambiente que não foi pensado para todos. Há algum tempo, eu ouvia amigas cegas dizendo que preferiam se aposentar o quanto antes para cessar o sofrimento causado pelas barreiras laborais. Na época, eu via esse desejo com tristeza; hoje, após tanta reflexão e desgaste, eu as compreendo perfeitamente. É exaustivo depender da "boa vontade" de terceiros para tarefas básicas, como registrar o ponto eletrônico. Ter que transformar um direito de autonomia em um pedido de ajuda constante fere a dignidade profissional e drena a energia de quem apenas deseja exercer sua função.

Viver em um mundo predominantemente visual é um desafio diário que exige uma cota de resiliência que poucas pessoas enxergam. Falar sobre barreiras atitudinais e denunciar o capacitismo não é vitimismo, é o grito de quem quer apenas o direito de trabalhar com independência. O caminho para a verdadeira inclusão exige que a sociedade e as empresas compreendam que a tecnologia, quando nasce inacessível, torna-se uma ferramenta de segregação. É urgente que o olhar do outro mude: a lentidão ou a dificuldade de um colaborador com deficiência diante de uma plataforma mal projetada jamais deve ser confundida com falta de vontade, competência ou proatividade. O que falta não é capacidade no profissional, mas acessibilidade no sistema.

Para que o ambiente corporativo deixe de ser um campo de batalha e se torne um espaço de produção, precisamos de uma educação empática que reconheça que as barreiras digitais são tão excludentes quanto uma escada para um cadeirante. As empresas devem assumir a responsabilidade por suas ferramentas, tratando a acessibilidade tecnológica não como um item opcional, mas como um requisito básico e inegociável. Somente ao romper com essa estrutura capacitista poderemos substituir a fadiga de acesso pela plenitude da autonomia, permitindo que a tecnologia seja, finalmente, o que ela prometeu ser: uma ponte para a independência e não um muro que isola talentos. 

22 março 2026

Domingo em Família

Hoje desfrutamos de um almoço maravilhoso em família na casa do meu pai e do Clécio. O cardápio estava especial: meu pai preparou um delicioso estrogonofe de frango, enquanto o Clécio ficou responsável por uma caprichada maionese. Após o almoço, por volta das 16h, seguimos para o Bourbon Shopping Ipiranga com um destino certo: o cinema. Fomos assistir ao filme "Hoppers: Cara de um, Focinho de Outro", uma animação da Disney e Pixar que nos surpreendeu positivamente.

A história acompanha a jovem Mabel, uma menina apaixonada por animais que aceita participar de uma experiência científica inovadora: ela usa uma tecnologia para "transferir" sua mente para dentro de um castor robótico (um hopper), com o objetivo de se infiltrar no mundo animal e entender melhor a natureza. No entanto, o que deveria ser apenas uma observação se transforma em uma aventura cheia de confusões e descobertas sobre a vida selvagem. Ao longo da trama, Mabel descobre que um desenvolvedor imobiliário planeja destruir o habitat dos animais para construir um empreendimento.

A história atinge seu ápice quando Mabel, ainda no corpo do castor, precisa liderar os animais da floresta em uma missão de resgate e resistência. O filme termina de forma emocionante, com a lição de que a conexão entre humanos e natureza vai muito além da tecnologia; Mabel consegue impedir a destruição do local, retornando ao seu corpo com uma nova perspectiva de mundo e fortalecendo sua amizade com os animais que conheceu.

O que tornou a experiência ainda mais marcante foi o uso da tecnologia a favor da inclusão. Assistimos ao filme utilizando o Movie Reading, um aplicativo que nos permitiu acompanhar a história com o recurso de audiodescrição. Enquanto saboreávamos uma deliciosa pipoca salgada, mergulhamos fundo na narrativa e nos sentimos totalmente integrados à magia do cinema. A Natália adorou cada momento e, pelo visto, não foi a única: ao final da sessão, o público presente rompeu em aplausos calorosos. Foi, sem dúvida, uma tarde em família verdadeiramente maravilhosa, daquelas que ficam guardadas na memória.


17 março 2026

Aprovação na Prova de Proficiência em Espanhol!

    Ontem recebi a notícia que tanto esperava: fui aprovada na prova de proficiência em espanhol aplicada pela CAPLE (Comissão de Avaliação de Proficiência em Língua Estrangeira) da UFRGS!

Essa vitória é o reflexo de uma jornada de muito foco. O caminho começou em outubro de 2025 com o curso preparatório no CLA (Centro de Línguas para fins Acadêmicos), sob a orientação do professor Yure, e se intensificou nos 20 dias que antecederam o exame. Durante esse período, mergulhei exclusivamente nos aprendizados do curso, dedicando-me inteiramente à leitura e à interpretação de textos.

A prova, realizada no dia 27 de fevereiro, foi o desafio final. Receber o resultado positivo agora é a materialização da minha dedicação e do empenho que coloquei para transformar esse objetivo em realidade.

Sinto uma gratidão imensa pelos aprendizados e pelas oportunidades proporcionadas pela UFRGS. Como essa certificação é um pré-requisito essencial para a conclusão do mestrado, concretizar esta etapa me traz uma sensação indescritível de dever cumprido.

Sigo agora com o coração em paz, muito feliz e pronta para os próximos desafios acadêmicos! 

13 março 2026

Natália e os 10 Anos e 7 Meses de Vida

Dez anos e sete meses. À primeira vista, parece apenas um recorte de tempo, mas para quem acompanha o crescimento da Natália, esse número carrega uma vida inteira de descobertas, aprendizados e uma doçura que só ela tem.

Estamos naquele "intervalo" mágico da infância: ela já não é mais a criancinha que dependia de tudo, mas ainda guarda o brilho no olhar de quem descobre o mundo com curiosidade. Nestes 127 meses de caminhada, Natália floresceu. Cada fase deixou uma marca, transformando-a nessa menina especial que hoje equilibra a doçura da infância com os primeiros passos em direção à pré-adolescência.


Faltam apenas cinco meses para a grande marca dos 11 anos. É um ciclo que se fecha para dar lugar a um novo capítulo. Celebrar os dez anos e sete meses é, na verdade, celebrar a transição:

A Maturidade que Desperta: A forma como ela entende o mundo está mudando, tornando as conversas mais ricas e os laços ainda mais profundos.

A Essência que Permanece: Mesmo com o "onze" logo ali na esquina, a essência da Natália — aquilo que a torna única e amada — continua sendo o alicerce de tudo.

Olhar para trás e ver o caminho percorrido até aqui traz um orgulho imenso. Cada detalhe da vida dela, desde os primeiros passos até as conquistas de hoje, é um lembrete de que o tempo voa, mas o amor só se solidifica.

Que venham os próximos meses de preparação, pois o mundo está pronto para ver a Natália de 11 anos brilhar, mantendo sempre esse coração que nos encanta há mais de uma década. 

11 março 2026

11 de Março: Lembrança Dolorosa

Hoje meu coração faz uma pausa necessária, mergulhando em uma memória que, embora dolorosa, é o alicerce de quem me tornei. Há exatos cinco anos, o mundo pareceu perder o chão sob meus pés com o diagnóstico oficial da minha amada mãe: Mieloma Múltiplo. Lembro-me daquele dia com uma nitidez quase cruel; o som do seu choro, o pedido desesperado por ajuda e a nossa luta imediata contra o tempo e o impossível para tentar salvá-la de um câncer tão avassalador. Como filha, e também como mãe com deficiência visual compreendo que nossa percepção do mundo vai muito além do que os olhos alcançam; ela se ancora no toque, no som da voz e, acima de tudo, na presença que preenche o espaço. Naquele dia, a impotência foi o sentimento mais escuro que já experimentei. Rezei, implorei e dediquei cada minuto do meu ser na esperança de uma cura que eu acreditava ser a única resposta possível de Deus.

É comum sentirmos, no silêncio que segue a perda, que nossas orações caíram em solo infértil ou que fomos esquecidas pela proteção divina. No entanto, esses cinco anos de ausência física me ensinaram que o maior ato de fé não reside apenas na cura do corpo, mas na coragem de aceitar que o amor que entregamos foi o tratamento mais real e profundo que ela poderia receber. O Mieloma é uma batalha hercúlea e a sensação de não ter feito o suficiente não é um fracasso, mas o limite da nossa humanidade diante da vida. Eu não falhei, e você, que compartilha dessa dor, também não. Amamos, buscamos saídas e oferecemos o que tínhamos de mais precioso: nossa presença inteira.

Hoje, vivo na ponte entre o material e o espiritual, equilibrando a saudade do riso cotidiano com a esperança de que o véu entre os mundos se torne fino o suficiente para nos encontrarmos nos sonhos. Esse desejo de um reencontro, nem que seja por um minuto, é o que mantém a chama dela acesa em mim e se reflete no carinho com que vejo minha filha, Natália, carregar adiante a memória da vovó Leani. Quando vejo filhos que não valorizam suas mães, sinto apenas o eco do valor inestimável do que vivi. Que este marco não seja apenas a lembrança da doença, mas o reconhecimento da força da mulher que ela foi e da dedicação que nos uniu. Que ela receba minhas preces como um abraço quente e que eu consiga, enfim, me perdoar por não ter feito o impossível, honrando o fato de que o possível — amá-la com toda a minha alma — foi feito com absoluta maestria.

  

08 março 2026

Feliz Dia da Mulher!

Neste Dia Internacional da Mulher, meu coração se enche de gratidão ao olhar para trás e perceber a força das mulheres que caminharam — e caminham — ao meu lado. Cada uma delas deixou uma semente de coragem, sabedoria e amor na minha história, começando pela minha eterna estrela guia: minha mãe. Ela foi a personificação da mulher batalhadora e dedicada; mesmo com a saudade eterna que sinto, guardo cada momento vivido como um tesouro. Minha mãe foi meu porto seguro, enfrentando desafios braço a braço comigo, sempre com um carinho que não conhecia limites, e sou imensamente grata por todo o amor recebido, pois seus ensinamentos continuam vivos em mim todos os dias.

A educação também me presenteou com figuras transformadoras, pois, embora o conhecimento mude o mundo, são as pessoas que acreditam em nós que nos dão asas. Guardo com imenso carinho a memória da professora Rosina, que hoje habita o plano espiritual, mas permanece viva em minhas lembranças pela dedicação na minha alfabetização em Braille e pelos tantos ensinamentos valiosos na sala de recursos para pessoas com deficiência visual. Da mesma forma, agradeço à professora Karla Demoly, por ter enxergado o meu potencial quando eu mesma ainda não o via totalmente, transformando sua confiança no combustível para meus passos. Sigo essa jornada acadêmica com o apoio da professora Clarissa Haas, a quem agradeço pela orientação dedicada no Mestrado em Educação da UFRGS, onde sua lucidez e suporte são fundamentais.

Neste caminho, celebro também aquelas que caminham ao meu lado no cotidiano, como minha irmã Cláudia, a quem desejo um dia abençoado e cheio de luz, pois nossa conexão é um verdadeiro presente. Minha gratidão se estende à Dra. Ana Lúcia Marques, ginecologista e obstetra que foi o instrumento essencial para a realização do meu maior sonho: ser mãe. Sua competência e humanidade mudaram a minha vida para sempre. A todas as minhas amigas e mulheres queridas com quem compartilho os risos e os desafios da vida, meu muito obrigada. Vocês tornam o mundo um lugar muito mais acolhedor e forte.

 Feliz Dia da Mulher! 

03 março 2026

Natália e a Aula de Teatro

Hoje ao meio-dia, a Natália deu um passo importante ao iniciar sua primeira aula de teatro do ano, dando continuidade ao percurso que trilhou com dedicação no ano passado.

O dia começou com um momento especial de conexão: eu a levei até a escola e, juntas, desfrutamos de um almoço delicioso na cantina. Foi uma pausa necessária antes das atividades começarem. Logo após a refeição, ela seguiu para a sala de teatro para esse reencontro com a arte.

Meu desejo é que essas aulas sejam solo fértil para o seu crescimento pessoal, permitindo que ela se descubra e se desenvolva cada vez mais. Após o mergulho na expressão artística, às 13h30, a amada Natália seguiu para a sua rotina de aulas regulares, levando consigo a energia renovada desse início.


"Filha amada, que o palco continue sendo um lugar de descobertas e alegrias para você. Que cada aula de teatro te traga mais confiança e brilho, e que você se divirta muito nessa jornada que está recomeçando. Tenho muito orgulho de ver você crescer!" 

24 fevereiro 2026

Saudade da Mãe

A saudade que sinto da minha amada mãe não é um sentimento que chega e vai embora; ela se tornou minha companhia diária, um fio invisível e delicado que me conecta ao que houve de mais sagrado na minha história. Não existe um único girar dos ponteiros do relógio em que meu pensamento não voe até ela. É um ir e vir constante de memórias, como ondas que banham minha mente com o brilho do seu sorriso, o tom doce da sua voz ou aquele calor de um abraço que o tempo tenta distanciar, mas que minha alma guarda intacto.

Às vezes, essa saudade tem sabor. Ela me visita no tempero de um prato, no aroma daquela comida que só ela sabia fazer. Nesses momentos, o paladar vira uma ponte para o passado, trazendo de volta os domingos ensolarados, as conversas ao redor da mesa e aquela sensação de proteção que só o colo de mãe oferece. É impossível não parar e pensar: "Como seria se ela ainda estivesse aqui?". Fico imaginando nossas risadas compartilhadas nas novas alegrias, o conselho que ela me daria agora e a doçura da sua presença em cada detalhe do meu dia. Como eu queria que o destino tivesse escrito capítulos diferentes e que ela estivesse aqui, vivenciando cada momento ao nosso lado.

Eu sei, e sinto, que a saudade dói. É um vazio que tem o formato exato dela, uma falta que nada no mundo consegue preencher. Mas, ao mesmo tempo em que sinto esse aperto, meu amor se transforma em prece e generosidade. Peço a Deus, com todo o meu coração, que onde quer que ela esteja, Ele a proteja e a abençoe grandemente. Que ela receba todo o amor, a alegria e a luz que uma mãe tão amorosa, carinhosa e grandiosa merece.

Enquanto nosso reencontro não chega para acalmar de vez esse vazio, sigo vivendo por ela e com ela dentro de mim. Que Deus e Jesus a mantenham em um abraço eterno de paz, para que ela seja sempre muito feliz. Mãe é uma palavra pequena para uma existência tão infinita; ela se transformou em minha luz e minha guia, e eu a amarei para sempre, até que o tempo se encarregue de nos unir novamente. 

23 fevereiro 2026

Um Fevereiro de Afeto, Bençãos e Superação

O mês de fevereiro começou com uma energia vibrante e muito especial. No dia 9, celebrei meu aniversário cercada pelo carinho de familiares e amigos, um momento que serviu para recarregar o coração para todos os acontecimentos que viriam. Infelizmente, o dia seguinte, 10, nos trouxe uma profunda tristeza com a notícia do falecimento do Nícolas, amigo e colega da Natália. Foi um momento que partiu nossos corações, e daqui enviamos nossos desejos de muita luz e paz ao Nícolas e a toda a sua amada família.

A vida seguiu entre saudades e renovação, e no dia 13 a felicidade encontrou espaço novamente quando nossa princesa Natália completou 10 anos e 6 meses de vida, um marco doce na trajetória da nossa filha querida. Logo depois, a metade do mês foi marcada pelo pé na estrada e por roteiros de puro afeto. No dia 14, fomos a Santa Maria do Herval para um dia delicioso na casa dos amigos Marlene e Paulo Mollinger, aproveitando também para um reencontro cheio de carinho com os dindos da Natália, a Greice e o Fabiano.

A rotina também trouxe o início de novos ciclos com a volta às aulas no dia 19, quando a Natália começou com toda a energia sua jornada no 5º ano do Ensino Fundamental. Para encerrar esses dias de movimento, na noite do dia 20, partimos para o litoral, visitando em Santa Terezinha (Imbé) os amigos Mariana e Rafael e a pequena Natália. Foram dias de alegria em família, em que curtimos cada instante com profunda gratidão pelas vivências especiais. Agradeço a Deus por toda a felicidade compartilhada e por cada benção recebida ao longo deste mês tão intenso e marcante. 

17 fevereiro 2026

Educação para o Respeito

A infância, historicamente idealizada como um território de pureza e descoberta, tem se tornado, com frequência alarmante, um palco de hostilidades profundas que revelam as fraturas éticas da nossa sociedade. O bullying contemporâneo não se limita mais ao empurrão físico no pátio da escola; ele se sofisticou e se muniu de ferramentas digitais, carregando consigo venenos estruturais como o racismo, a homofobia e o preconceito de classe. O uso do WhatsApp e outras redes sociais transformou o conflito em um massacre silencioso e ininterrupto, onde a covardia é amplificada pela distância física. Como o agressor não vê o choro da vítima, a empatia imediata é anulada, facilitando a disseminação de um ódio que se torna sistêmico em grupos que funcionam como tribunais digitais. Nesse cenário, crianças julgam e condenam colegas por serem quem são, criando um isolamento que alimenta a depressão e a ansiedade infantil em uma velocidade devastadora.

É preciso coragem para admitir que a criança que discrimina raramente o faz por instinto próprio, pois o ódio é, essencialmente, um comportamento aprendido. Quando um jovem reproduz falas preconceituosas, ele está, muitas vezes, ecoando o que ouve à mesa do jantar ou o que observa no comportamento dos adultos. A indiferença conivente de pais que tratam a maldade como "coisa de criança" ou, pior, a alimentação direta do preconceito como forma de superioridade, condena os próprios filhos a crescerem sem empatia. Quando um adulto se cala diante da crueldade, ele não fere apenas a vítima, mas atrofia emocionalmente o agressor. Para as crianças que não compactuam com essas atitudes, o cenário é de desolação, tornando a ética um fardo pesado de carregar em um ecossistema escolar que se transforma em um exercício de sobrevivência emocional.

Para romper esse ciclo de herança maldita, a mudança deve começar pela curadoria do que os adultos oferecem como exemplo dentro de casa. É fundamental que as famílias estabeleçam uma alfabetização emocional que ensine as crianças a identificar o impacto de suas palavras antes mesmo de digitá-las. Isso passa por monitorar ativamente as interações digitais, não como uma invasão de privacidade, mas como um acompanhamento ético, questionando o filho sobre como ele se sentiria se estivesse do outro lado da tela. Incentivar a convivência com a diversidade desde cedo, por meio de livros, filmes e amizades que fujam da bolha social da família, ajuda a desconstruir estereótipos antes que eles se tornem verdades absolutas na mente infantil.

Além disso, é necessário fortalecer a coragem moral das crianças que testemunham o bullying, ensinando-as que o silêncio diante da injustiça é uma forma de conivência. Criar um canal de diálogo aberto onde o erro possa ser admitido e corrigido sem humilhação, mas com responsabilidade, permite que a criança entenda que a internet não é um território sem leis. Transpor essas barreiras exige uma reforma de postura dos adultos, que devem filtrar o que o mundo oferece de pior e cultivar a alteridade. Afinal, a educação para o respeito não é uma opção ideológica, mas um imperativo de saúde pública e humanidade, garantindo que o WhatsApp deixe de ser uma arma e volte a ser apenas uma ferramenta de conexão, e que a infância possa, enfim, reencontrar a sua capacidade de acolher o diferente.

  

09 fevereiro 2026

43 Anos de Gratidão e Vida

Hoje completo 43 anos de vida e sinto que meu coração transborda gratidão. Ao pensar na jornada percorrida até aqui, percebo o quanto minha caminhada foi tornada mais plena e feliz por pessoas extraordinárias. Agradeço profundamente aos meus pais pelo dom da vida, pelo amor incondicional e pelo companheirismo constante, tanto nos desafios quanto nas maiores alegrias. Essa união se estende aos meus irmãos, com quem compartilhei momentos maravilhosos e construí memórias que guardarei para sempre.

No dia a dia, conto com a parceria constante do meu esposo, Jorge Fernando, cujo companheirismo é o alicerce da nossa rotina. E, claro, minha vida ganha uma luz especial através da minha amada filha, Natália, que com seu jeito querido e doce alegra cada um dos meus dias.

Minha gratidão se estende também a todos que, de alguma forma, cruzaram meu caminho e trouxeram felicidade, tornando minha existência mais completa. Acima de tudo, agradeço a Deus por cada realização, por cada conquista e pelas bênçãos diárias que recebo. Que este novo ciclo que se inicia seja repleto de luz e de novos motivos para sorrir.