A saudade que sinto da minha amada mãe não é um sentimento que chega e vai embora; ela se tornou minha companhia diária, um fio invisível e delicado que me conecta ao que houve de mais sagrado na minha história. Não existe um único girar dos ponteiros do relógio em que meu pensamento não voe até ela. É um ir e vir constante de memórias, como ondas que banham minha mente com o brilho do seu sorriso, o tom doce da sua voz ou aquele calor de um abraço que o tempo tenta distanciar, mas que minha alma guarda intacto.
Às vezes, essa saudade tem sabor. Ela me visita no tempero de um prato, no aroma daquela comida que só ela sabia fazer. Nesses momentos, o paladar vira uma ponte para o passado, trazendo de volta os domingos ensolarados, as conversas ao redor da mesa e aquela sensação de proteção que só o colo de mãe oferece. É impossível não parar e pensar: "Como seria se ela ainda estivesse aqui?". Fico imaginando nossas risadas compartilhadas nas novas alegrias, o conselho que ela me daria agora e a doçura da sua presença em cada detalhe do meu dia. Como eu queria que o destino tivesse escrito capítulos diferentes e que ela estivesse aqui, vivenciando cada momento ao nosso lado.
Eu sei, e sinto, que a saudade dói. É um vazio que tem o formato exato dela, uma falta que nada no mundo consegue preencher. Mas, ao mesmo tempo em que sinto esse aperto, meu amor se transforma em prece e generosidade. Peço a Deus, com todo o meu coração, que onde quer que ela esteja, Ele a proteja e a abençoe grandemente. Que ela receba todo o amor, a alegria e a luz que uma mãe tão amorosa, carinhosa e grandiosa merece.
Enquanto nosso reencontro não chega para acalmar de vez esse vazio, sigo vivendo por ela e com ela dentro de mim. Que Deus e Jesus a mantenham em um abraço eterno de paz, para que ela seja sempre muito feliz. Mãe é uma palavra pequena para uma existência tão infinita; ela se transformou em minha luz e minha guia, e eu a amarei para sempre, até que o tempo se encarregue de nos unir novamente.


















