Sentada na minha cadeira de trabalho, sinto o sol forte aquecer meu rosto, os raios de sol invadindo o quarto pela janela. Meus pensamentos voam para a Natália na escola e, ao mesmo tempo, me conecto com a memória de minha mãe, Leani, que está no plano espiritual.
Sua falta é uma presença constante, e a saudade não diminui com o tempo. O desejo de mais uma conversa, de ter mais tempo ao seu lado, é forte. A vida parece passar num piscar de olhos, e é como se o passado e o presente se misturassem, coexistindo em cada pensamento.
Apesar da passagem do tempo, as lembranças do nosso tempo juntas me mantêm conectada a ela. O sol quente, que aquece minha pele, também aquece minha alma, me fazendo refletir sobre a vida. Me questiono sobre a rapidez com que ela passa e sobre a importância de valorizar cada momento.
Enquanto o sol continua a me aquecer, sinto que o amor que reside em mim por minha mãe e minha filha é o que me impulsiona. É a certeza de que o amor transcende o tempo e o espaço, unindo passado e presente.
Penso na Natália, meu raio de sol neste mundo, que enche meus dias de alegria e propósito. Sua risada ecoa em minha mente, sua energia me revitaliza e sua presença me lembra que a vida é um presente a ser vivido. A cada olhar, a cada abraço, sinto a renovação da minha própria essência.
E, no mesmo coração, guardo o amor por minha amada mãe. A ausência física não diminuiu a conexão, e a lembrança de sua sabedoria e carinho é um farol que guia minhas decisões. Minha mãe me ensinou o que é amar incondicionalmente, e esse amor se reflete em como me dedico à Natália.
O sol que me aquece hoje é o mesmo que aquecia nossos dias juntas, uma chama que mantém viva a memória e a emoção. É a prova de que o amor não se perde; ele se transforma e continua a aquecer a alma, unindo as pontas da vida e me lembrando de que, mesmo com a saudade, sou abençoada por ter amado e ser amada por duas almas tão especiais.